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Comissão pede que EUA classifiquem Síria e Líbia por graves violações religiosas

Relatório pede que EUA incluam Síria e Líbia entre os países que mais violam a liberdade religiosa no mundo.
Publicado há
em
06/03/2026
Imagem Ilustrativa (Editada por redação)


Uma comissão bipartidária de fiscalização do governo dos Estados Unidos recomendou que o Departamento de Estado classifique mais de uma dúzia de países como “países de preocupação especial” por graves violações da liberdade religiosa. Entre as novas recomendações estão Síria e Líbia.


A recomendação faz parte do Relatório Anual de 2026 divulgado pela Comissão dos Estados Unidos para a Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF), órgão criado pela Lei de Liberdade Religiosa Internacional de 1998 para orientar a política externa americana sobre o tema.


O relatório aponta países como Afeganistão, China, Irã, Coreia do Norte, Paquistão, Rússia, Arábia Saudita e Vietnã entre os que cometem violações “particularmente graves” da liberdade religiosa. A Síria e a Líbia aparecem como novas inclusões na lista de recomendação.


Na Líbia, a USCIRF afirma que a situação tem piorado. Dez cristãos e um ateu foram condenados a penas de três a 15 anos de prisão por manterem crenças religiosas contrárias às preferidas pelo governo. Segundo relatos, alguns dos detidos sofreram tortura, incluindo espancamentos e abusos psicológicos.


O relatório também afirma que minorias religiosas no país enfrentam perseguição frequente, incluindo detenções arbitrárias, assédio e discriminação contra cristãos, convertidos do Islã e grupos muçulmanos minoritários.


Já na Síria, devastada por anos de guerra, a comissão afirma que a liberdade religiosa “deteriorou drasticamente” em 2025. O relatório cita massacres, sequestros e ataques contra minorias religiosas, incluindo alauítas, drusos e cristãos.


Entre os episódios mencionados está o massacre de mais de 1.500 alauítas em março de 2025, após apelos de mobilização geral. Militantes teriam realizado execuções em massa em cidades como Tartus, Latakia e Hama.


Outro ataque citado ocorreu em junho, quando um homem-bomba atacou a Igreja Ortodoxa Grega de Mar Elias, em Damasco, matando pelo menos 25 cristãos durante um culto de domingo.


A comissão afirma que as autoridades de transição no país falharam em responsabilizar adequadamente os autores dessas atrocidades, apontando lentidão, falta de transparência e ausência de punições eficazes.


Além da lista principal, a USCIRF também recomendou que países como Argélia, Egito, Indonésia, Iraque, Turquia e Uzbequistão sejam incluídos em uma lista de vigilância especial por violações graves da liberdade religiosa.


O relatório também alerta que o Departamento de Estado não atualiza oficialmente essas designações desde 2023, em parte porque o cargo de embaixador itinerante dos EUA para liberdade religiosa internacional permanece sem confirmação permanente.


Segundo a presidente da USCIRF, Vicky Hartzler, milhões de pessoas continuam sofrendo perseguição religiosa em diversas partes do mundo por causa de leis injustas, discriminação, violência e até crimes contra a humanidade.


Já o vice-presidente da comissão, Asif Mahmood, afirmou que a repressão governamental e a violência de grupos armados contra comunidades religiosas estão aumentando em várias regiões, causando mortes e devastação entre minorias de fé.


Com informações de The Christian Post

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