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Os piores países para cristãos segundo ranking de 2026

Perseguição avança em 2026 e expõe cristãos à violência extrema, prisões arbitrárias e restrições severas à liberdade de fé em vários países.
Publicado há
em
16/01/2026
Imagem Ilustrativa (Criada por IA)
 

A perseguição a cristãos alcançou níveis históricos em 2025, com milhões de fiéis vivendo sob intensa discriminação, violência física ou restrições legais severas por sua fé. Segundo o relatório anual World Watch List 2026, publicado pela organização Open Doors, mais de 388 milhões de cristãos enfrentam hoje “perseguição e discriminação” em 50 países ao redor do mundo — um aumento em relação ao ano anterior.


O topo da lista: onde ser cristão é mais arriscado

No ranking global que mede níveis de perseguição, a Coreia do Norte figura novamente como o país mais perigoso do mundo para cristãos em 2026, mantendo seu lugar no topo devido às severas restrições religiosas impostas pelo Estado e ao risco constante de prisão, trabalhos forçados ou até morte por manter a fé. 


Logo atrás estão várias nações onde conflitos armados, leis discriminatórias ou governos autoritários criaram ambientes hostis para comunidades cristãs. Os 10 países mais perigosos para cristãos em 2026 são:


  1. Coreia do Norte — Perseguição estatal total à religião.
  2. Somália — Violência de grupos islâmicos e ausência de proteção legal.
  3. Iêmen — Guerra civil e extremismo agravam riscos.
  4. Sudão — Conflito civil intenso e ataques a comunidades cristãs.
  5. Eritreia — Prisões sem julgamento e vigilância extrema.
  6. Síria — A violência cresceu ao ponto de entrar no grupo de perseguição “extrema”, impulsionada por conflitos internos e milícias armadas.
  7. Nigéria — O país mais letal para cristãos no mundo, responsável por cerca de 72% dos assassinatos de cristãos registrados no período analisado.
  8. Paquistão — Leis de blasfêmia e discriminação institucionalizada.
  9. Líbia — Instabilidade e violência com risco constante para minorias.
  10. Irã — Estado teocrático com severas restrições a conversões e culto.

Esses países não apenas registram altos índices de hostilidade, mas também representam contextos nos quais a liberdade de expressão religiosa é praticamente inexistente e cristãos podem ser alvo de violência sem proteção governamental efetiva.


Tendências globais: violência e deslocamentos

O relatório destaca que os casos de assassinatos motivados pela fé voltaram a subir em 2025, totalizando 4.849 cristãos mortos no período analisado (entre 1º de outubro de 2024 e 30 de setembro de 2025). Desses, 3.490 ocorreram na Nigéria, confirmando o país como epicentro letal da perseguição global.


Além das mortes, há também um aumento em:

Prisões e detenção de cristãos por motivos de fé.


Deslocamentos internos e refugiados forçados por violência religiosa.


Ataques a propriedades, igrejas e cristãos em contexto comunitário, embora esses números tenham registr ado algumas quedas em certos países.


Regiões críticas: África Subsaariana e Oriente Médio

A África Subsaariana emerge como o foco mais crítico de perseguição e violência contra cristãos. Países como Sudão, Nigéria e Mali receberam pontuação máxima por níveis de violência, incentivados por conflitos étnicos, islamistas e fraqueza das instituições estatais.


No Oriente Médio, a instabilidade política — especialmente em Síria e Iêmen — tem tido impactos devastadores sobre comunidades cristãs que, em algumas áreas, foram reduzidas a frações de sua população original.


Um chamado global à atenção

Especialistas e organizações que acompanham perseguições religiosas alertam que os números divulgados pela World Watch List representam o mínimo estimado das ocorrências, uma vez que muitos casos de abuso, violência ou discriminação dificilmente são documentados em tempo real.

À medida que a realidade dos milhões de cristãos perseguidos se torna conhecida, grupos de direitos humanos e líderes religiosos têm clamado por respostas diplomáticas e ações de proteção internacional — um debate que ganha urgência diante dos dados alarmantes de 2026.

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